segunda-feira, dezembro 12, 2005

Aviso à navegação

No post abaixo foi inserido um comentário anónimo que passamos a transcrever na íntegra:

ALERTA URGENTE
Vários sites e blogs têm vindo a ser constantemente bombardeados por mensagens provindos da Opus Gay, do Portugal Gay e do GLS Portugal com o preposito de desestabilizar todos os órgão de comunicação gls portugueses.
E isto porquê ? Porque a Opus Gay que manda nestes sites, embora faça tudo para que não se saiba, pretende acabar com todos os órgãos de informação GLS, incluindo o vosso, que estejam contra a Opus Gay e assim silenciar definitivamente tudo o que não lhes convém que se saiba. Para finalmente poder reinar sozinha e fazer o que bem entender.
Aliás, isto já não é novidade nenhuma porque toda a gente já sabe disto, inclusive você, e há já bastante tempo. Tanto que estas pretensões da Opus já foram por diversas vezes reveladas, inclusive, como também sabe, resultaram na expulsão da Opus de tudo o que é sitio dentro da nossa comunidade. Infelizmente, o mesmo não sucedeu ainda fora desta, e só por causa disto é que ainda não a conseguimos banir de uma vez por todas.
Certamente que estão a ler esta mensagem incrédulos, o que se compreende, visto já terem recebido tantas mensagens destas e tão contraditórias. E devem estar a pensar que só podem ser todas fruto de uma mente doentia. Mas saibam que é exactamente isto que se pretende que pensem. É verdade que a maioria dessas mensagens provêm todas da mesma fonte. Só que têm um único preposito: desacreditar todas as mensagens como esta.
Dito isto só acredita se quiser. Mas pense bem, análise bem o que leu aqui e reflicta sobre o assunto aqui tratado. E vai chegar á conclusão que algo de muito grave se passa.
Acha mesmo que todas as mensagens que tem recebido foram escritas pela mesma pessoa e com o único preposito tresloucado de o desestabilizar ? Pense bem: alguém se iria dar a esse trabalho todo se não tivesse um preposito bem claro e maquiavélico em mente ?
Você sabe bem que não. E então ? Vai ficar de braços cruzados á espera da próxima ofensiva da Opus Gay ? Quem sabe da próxima vez já não tenha o seu blog para poder fazer ouvir a sua voz...


Um ano depois de tranquilidade e paz neste blog, eis que surge novamente alguém a tentar lançar a confusão, a espalhar o boato fácil e a tentar de alguma forma tirar proveito disso sem que as suas intenções sejam realmente claras. Como já dissémos em tempo, não temos nada que ver com estas confusões nem estamos interessados em fomentá-las de alguma forma.

É óbvio que para alguém que tenha um palmito de testa percebe que se alguém quer vir, em nome da transparência e da verdade, divulgar um assunto de importância, primeiro assina o que escreve, e em segundo lugar utiliza o email, havendo assim forma de poder ser confrontado com o que diz. O senhor ou senhora que deixou o comentário acima transcrito não o fez.

É também falta de inteligência dizer o que diz, sobretudo o que deixa para ser lido nas entrelinhas, senão vamos lá desmontar o texto:

Porque a Opus Gay que manda nestes sites, embora faça tudo para que não se saiba, pretende acabar com todos os órgãos de informação GLS, incluindo o vosso, que estejam contra a Opus Gay e assim silenciar definitivamente tudo o que não lhes convém que se saiba.

Ora para começo de conversa, a Opus Gay não manda neste site. Aqui mando eu e o Bruno. Segundo não somos nenhum órgão de informação. Isto é um blog pessoal. Terceiro, não tivémos qualquer comentário da Opus Gay, nem temos qualquer tipo de relação com esta associação. Por sinal, também não é nosso costume falar sobre associações neste blog. Ah, finalmente... não estamos nem contra a Opus Gay, nem nenhuma outra qualquer associação. Estamos contra a eleição do Cavaco a Presidente, acho que isso não conta.

Certamente que estão a ler esta mensagem incrédulos, o que se compreende, visto já terem recebido tantas mensagens destas e tão contraditórias.

Não, não recebemos nenhum tipo de comentário. Ou seja, ele é pré-fabricado e divulgado em massa. Isto é SPAM. (Ainda não tive oportunidade de verificar nos outros blogs, nem é preciso. Sei bem o que me espera!)

Infelizmente, o mesmo não sucedeu ainda fora desta, e só por causa disto é que ainda não a conseguimos banir de uma vez por todas.

Ah,ha! Eis o verdadeiro motivo da origem deste comentário. E é tão óbvio que até dói. Só um tolo não percebe. E aqui não somos parvos.

Quem sabe da próxima vez já não tenha o seu blog para poder fazer ouvir a sua voz...

Isto sim fez-me rir, e quem o escreveu expôs-se ao rídiculo. Ora então vejamos, a menos que a Opus Gay tenha hackers ou uma grande cunha no Google não sei como isto possa ser possível...

Um alerta apenas ao autor deste texto e eventuais outros que pretendam fazer deste espaço a vossa sanita. Desenganem-se. Não estamos para aturar isto. Aqui não são bem-vindos. Por isso e pela primeira vez na vida deste blog, excluímos um comentário. O mesmo acontecerá com outros da mesma natureza se não forem devidamente comprovados. Aqui só perdem o vosso tempo. Agora bazem, o vosso tempo de antena acabou aqui.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Dias assim...

Por vezes surgem nas nossas vidas situações que nos fazem crescer... seja porque nos magoam, seja porque sentimos que cumprimos mais uma étapa da vida!
Infelizmente esta foi uma situação do primeiro tipo... uma daquelas ocasiões em que sentimos que afinal as pessoas não são aquilo que aparentam e que o que estava a ser (para mim) o início de uma boa amizade era um sentimento totalmente unilateral, vazio, oco e sem qualquer significado!
Porque um gesto, ou a ausência dele, vale mais do que qualquer palavra e uma atitude pode definir uma pessoa, hoje cresci mais um bocadinho!

terça-feira, dezembro 06, 2005

Música da Semana

Fausto - O Homem e a burla

Tira o laço de melaço,
que amordaça uma farsa,
e passo a passo
estica o braço no compasso de um abraço,
Oh pá !

Disseram-lhe que fosse
mas nunca que ficava
tosse, tosse ou coce, coce
O fosse é uma foice mas ficava é uma fava.
Éh !

É um forno, que transtorno,
a nuvem vermelha da outra banda
mas p'ra quem manda.
Só não para quem vai no passo de quem anda.
Bum !

Tanto acena que faz pena
e tem certo toque de escroque.
Troque, troque
Toda burla é uma gula
e a toca é muito foca.
Talvez um dia a engula !

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Porque será II

Porque será que algumas pessoas fazem questão de mostrar ao mundo que estão mal dispostas?!
Abaixo as pessoas que trazem para o local de trabalho os seus problemas pessoais e que estragam o dia a todos os colegas!

domingo, dezembro 04, 2005

Porque será I

Porque será que algumas pessoas fazem barulho no cinema?!
Porque será que existem pessoas que atendem o telemóvel no meio de um filme?!
Porque será que existem pessoas que conversam e comentam todos os pormenores dos filmes?!
Porque será que algumas pessoas insistem em chupar a palhinha para tirar a última gota de coca-cola mesmo sabendo que aquilo vai fazer barulho?!
Porque será que existem pessoas que fazem questão de agitar as pipocas dentro do saco?!
Porque será que algumas pessoas conseguem passar os 90 minutos de um filme a dar pontapés na cadeira da frente?!

Lembro-me sempre daquele antigo anúncio dos cinemas Lusomundo em que o Duffy Duck dizia: "Realmente algumas pessoas não sabem estar caladas no cinema... blá, blá, blá!"

Já avisei o Miguel que um destes dias dá-me uma coisa má no meio de um filme... e sou notícia de abertura do Jornal Nacional na TVI!!!

sexta-feira, dezembro 02, 2005

O Grande Estuário



Um projecto interessante para Lisboa. A consultar aqui.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Restauração da Independência

Ao contrário de muitas pessoas que defendem por ai a inclusão de Portugal em Espanha (com estatutos variados) ou lamentam o separatismo de Portugal e detestam dias como os de hoje, tenho a declarar que gosto de ser português e que, talvez por defeito de formação académica, não lamento nada o separatismo histórico de portugal, quer tenha sido justificado por índole nacionalista ou não.
Somos um país com graves problemas (psico-socio-culturais), como aliás muitos outros, os quais são também resultado das nossas atitudes e/ou de omissões. Não obstante, estranho que se pretenda alienar um direito atribuído e defendido para tantos povos e alvo de tantas lutas como a Independência nacional.
Como li algures num blog concordo com a ideia "de que é um pouco estranha a vontade de querer pertencer a um aglomerado onde a grande maioria dos que lá estão querem sair". Mas isso é somente a minha opinião!

quarta-feira, novembro 30, 2005

Obra de Pessoa entra hoje no domínio público

"Teremos obras de Fernando Pessoa nos quiosques por 2 euros", afirma Manuel Rosa, editor da Assírio e Alvim. A obra do mais importante poeta português do século XX "estará mais acessível ao grande público" a partir de Janeiro, uma vez que hoje, passados 70 anos sobre a sua morte, muitos dos seus escritos passam para o domínio público, isto é, deixam de estar sujeitos a direitos de autor.

Esta situação decorre da regra geral do artigo 31 do Código de Direitos de Autor e Direitos Conexos, segundo a qual o direito de autor caduca, na falta de disposição especial, 70 anos após a morte do criador intelectual, mesmo que a obra só tenha sido publicada ou divulgada postumamente.

Contudo, Manuel Rosa, responsável mais directamente ligado à publicação das obras de Fernando Pessoa, salienta que esta alteração não se aplica aos "textos dados a conhecer por investigadores e sujeitos à sua visão, que continuarão a estar sujeitos a direitos de autor". Daí que o editor se assuma "optimista" face ao futuro da publicação da obra pessoana "Não é grave, porque o essencial da investigação já foi feito".

A ressalva deve-se ao facto de Fernando Pessoa não ter deixado toda a sua obra "bem fixada, o que é uma grande vantagem quando passa a domínio público". Deixou, sim, um espólio de 26 mil papéis e folhas soltas com uma escrita de leitura difícil e textos dactilografados, além dos poemas publicados em revistas e o livro 'Mensagem', os únicos editados em vida. "Nos últimos oito anos em que publicámos obra sujeita a direitos - continua o responsável -, tivemos oportunidade de publicar os títulos que resultaram do trabalho de investigação de um grupo de pessoas muito credível. Numa situação em que a obra esteja livre de direitos, o mercado ficará saturado e torna-se menos apetecível aos editores pagarem um trabalho de edição cuidada como este que está, assim, salvaguardado".

Por sua vez, Teresa Rita Lopes, que dirige a referida equipa de investigadores, manifestou-se mais receosa "Estou consciente que, a partir de agora, muitos editores vão transformar a publicação da obra de Pessoa num comércio fácil". A responsável prevê "a reprodução de um trabalho já feito sem citar a fonte em que beberam".

A coordenadora lembra que o seu grupo de trabalho preparou uma série de obras com textos de Pessoa "que foram elaboradas com todo o cuidado, sempre a partir de originais e com as notas indispensáveis".

No entanto, acrescenta Manuel Rosa, "a obra editada tal como temos feito - que decorre de um trabalho de organização feita por investigadores como Richard Zenith - baseia-se numa visão de Pessoa que estará sujeita a direitos por mais 50 anos. E há também os chamados Direitos Conexos por mais 25 anos, para obras completamente inéditas que foram publicadas pela Assírio e Alvim neste período".

Para o editor, "a partir de agora, podem surgir novos antologiadores com novas visões", sendo o que o maior risco é a "repetição de erros de edições menos cuidadas no passado. Mas aí terá que ser o público a saber distinguir o rigor intelectual das obras".

Agora sim, és nosso...



Se, depois de eu morrer...

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas: a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.

Alberto Caeiro

... Todo tiempo futuro tiene que ser mejor

Ao contrário do que muitos de vós possam pensar, não fui para Cuba de férias mas sim em trabalho. Estive pois, muito distante das estâncias balneares de Varadero e das exóticas ruas movimentadas de Havana. Passei esta última semana em Santiago de Cuba, onde pude deslocar-me a alguns lugarejos nas suas imediações e outras pequenas cidades perto.

Só me senti turista quando fui num tour por Santiago e à praia por algumas horas. Confesso que ficava muitas mais horas naquela praia, onde o Sol não parava de brilhar e as águas... oh como eram límpidas e quentes!!!

Não sei se o que vi foi a Cuba profunda, mas certamente que o facto de não ir como turista permitiu-me ver Cuba com outros olhos e estar muito mais próximo dessa realidade do que alguma vez pensaria vir a estar. Como cheguei a dizer a alguns colegas meus, foi impossível ficar indiferente àquela ilha, àquele regime, àquelas pessoas e, sobretudo, foi impossível ficar indiferente à miséria que se vive naquele território.

Ao longo desta semana, pudemos contactar directamente com os locais, num contacto estreito mas ao mesmo tempo prudente (da parte deles). Apercebi-me da sua tristeza não exteriorizada que contrastava em muito com o garrido dos seus edifícios coloniais degradados, das suas vestes e, sobretudo, da alegria da sua música que nos assaltava a cada viagem de gua-gua (diz-se uá-uá), no táxi e nos restaurantes.

No hotel, tínhamos televisão por cabo. A CNN era o único estação televisiva que nos ligava ao mundo exterior. Claro, também havia internet, mas a preços exorbitantes e a uma velocidade abaixo do aceitável para os nossos padrões ocidentais. Tudo o resto era propaganda. Na TV do Estado passava a recuperação dos discursos históricos de Fidel, a história de Che Guevara, Martí... repetidos até à exaustão. A mesma propaganda papagueada sempre que, numa situação ou outra, perguntávamos aos cubanos sobre a sua situação política.

Uma resposta de um ancião de quase 70 anos respondeu-nos um dia: "Ora, se ser comunista é ter educação gratuita, é poder ser-se operado a uma vista sem ter de pagar nada, então sou comunista".

Estou de volta. Diferente. Apanhei uma estalada da vida. Cresci uma vez mais por observar os outros. Confesso que ainda me sinto lá, e que fiquei abalado com a experiência. Na minha mente ficou este cartaz afixado numa das mais importantes avenidas de Santiago, e no meu coração, ficou o desejo que ele se concretize.



Nem tudo foi triste e cinzento. Mas por agora, estou em fase de balanço. Quero lembrar-me das coisas boas... O voltar a casa, trouxe à tona o pior dos egoísmos, de pensar que sou um felizardo por viver num sítio onde, apesar de tudo, posso ser livre e fazer o que quero com o meu destino, enquanto que lá, a ditadura continua...

segunda-feira, novembro 28, 2005

O final da espera


O meu gajo volta hoje da sua viagem por terras de Cuba!!!
Depois de uma semana de troca de mensagens, vários pensamentos e de muitas, muitas saudades... Vou "fazer-lhe uma espera" no aeroporto!
A minha vontade vai ser dar-lhe um grande beijo assim que o vir... mas acho que vou ter de me contentar com um abraço.
Depois conto no que deu toda esta ansiedade...

sexta-feira, novembro 25, 2005

Património galaico-português rejeitado

A Unesco rejeitou a candidatura apresentada por Portugal e Espanha para classificar como património cultural da Humanidade elementos da tradição galaico-portuguesa.

A sessão foi presidida pelo director-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, na presença de um júri internacional de 18 pessoas que avaliou 65 candidaturas das 70 entregues por 75 países.

A distinção internacional consagra formas de expressão populares e tradicionais - como as expressões e tradições orais, a música, a dança, os rituais ou a mitologia, os conhecimentos e as práticas sobre a natureza ou o artesanato tradicional.

No caso específico da candidatura luso-espanhola, Portugal e Espanha queriam ver reconhecida a tradição oral galaico-portuguesa ligada às actividades agro-marítimas e fluviais, agrárias, saberes de transmissão oral nos processos artesanais e ofícios tradicionais, no universo festivo, lúdico, de lazer e na literatura de tradição oral.

O património é partilhado pela região do Norte de Portugal, que inclui os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança, e pela província espanhola da Galiza, que os organizadores dizem correr o risco de desaparecer.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Conversas avulsas...

Ontem tive um daqueles dias que no cinema é sempre apresentado em imagem acelarada... fui a 7 sítios diferentes e em cada um deles devo estar estado em média c. de 1 hora! Não fui lá fazer nada de importante... apenas resolver questões burocráticas que estavão pendentes - banco, seguros, finanças e afins.
De qualquer forma não é obviamente para contar a vertente mais burocrática da minha vida que aqui estou... mas antes porque ontem foi um daqueles dias em que mais uma vez comprovei que o tema da homossexualidade ou está na moda ou as mentalidade estão mesmo a mudar.
Mas vamos às "conversas avulsas" a que assisti:

A - Apropósito da discussão sobre o celibato dos padres alguém questionava qual o problema de existirem padres homossexuais - o que estaria errado era a aparente sublimação da sexualidade dos padres! Se no resto da sociedade também havia outras profissões homossexuais porque não os padres... assim poderia ser uma forma da igreja ser mais abrangente (não excluíndo ninguém) e até de captar mais fiéis, isto porque, as missas estão cada vez mais vazias.
(comentário entre 2 senhoras na casa dos 30 anos no banco)

B - No meio de uma conversa sobre colegas de trabalho alguém avança com a notícia de uma colega que se assumiu como lésbica. Depois de uns risinhos sarcásticos continua a conversa sobre o facto dos gays e das lésbicas terem ou não de viver escondidos e até se chega a questionar porque raio a bissexualidade é mais "aceite" que a homossexualidade... aparentemente mais confiável - pelo menos esta última sabe com que se conta!
(conversa entre um grupo de colegas durante o almoço)

C - Dois rapazes riem e gozam com um rapaz que segue mais à frente numa cena típica de escola secundária: ouvem-se alguns comentários menos simpáticos! O rapaz alvo dos comentários vira-se para trás e com uma frontalidade de fazer corar qualquer um, pergunta a um dos rapazes se quando no ano passado o convidou para umas "brincadeiras" (não foi exactamente isto que ele disse... imaginem!) também achava que ele era mar****, pan******* e rab***... Escusado será dizer que o alvo dos comentários mudou completamente.
(conversa entre 3 rapazes do secundário)

D - Num ginásio dos arredores de Lisboa, no meio do banho turco, dois amigos falam sobre gajas (sic) e das respectivas namoradas. No meio da conversa e com um calor excessívo um dos rapazes vira-se para o amigo e diz: "Olha lá pá, atira-me ai um esguicho!" O outro ri e comenta: "Ai... tás armado em florzinha agora!"... Resposta pronta do outro: "E se estivesse... tinhas algum problema com isso?!" O amigo sorri e atira-lhe um esguicho de água com a garrafa.
(conversa entre 2 amigos num ginásio)
Foi nesta fase que eu peguei na minha toalha e saí de fininho...

quarta-feira, novembro 23, 2005

E pronto...

Assim já posso voltar a trabalhar sem sobressaltos, preocupações e ansiedades... ou nem tanto!
Já consegui falar com o Miguel!!!
A viagem correu bem, está a adorar a estadia e até já deu para ir sentir as noites cubanas.
Parece é que as grandes amplitudes térmicas entre 30º e 15º graus (exterior e interior) não lhe estão a fazer bem... ao que parece está um pouco constipado! :-
Depois de matar um bocadinho as saudades... já posso voltar a trabalhar!

Diagrama para resolução de problemas

Humm... acho que vou colocar este diagrama lá no meu local de trabalho! Quem sabe não passa a integrar a filosofia da organização! Isto porque o comportamento dos funcionários já anda lá muito perto... Bem, pelo menos para alguns!

P.S.- Ainda não consegui falar com o Miguel! :-Isto de telefonar para Cuba tens os seus segredos... De qualquer forma hoje às 16:oo não estava no Hotel. Pelo menos sei que chegou e que está vivo! :-)

terça-feira, novembro 22, 2005

Lisboa - A ESPERA...

Faz hoje 4 anos, 7 meses, 1 dia e 6 horas que namoro com o Miguel.
Na altura tivemos muita sorte em naquela noite de Abril nos termos cruzado... havia tempo, disposição, interesse e muita vontade. Enfim, estava criado um cenário propício ao desenvolvimento de um relacionamento entre duas pessoas que queriam um compromisso. Possivelmente, com a vida que temos tido actualmente não teriamos conseguido com que a nossa relação resultasse... Pelo menos não da forma como ela está hoje!
Apesar de eu e o Miguel morarmos próximo um do outro, raramente nos conseguimos ver durante a semana, ora porque os horários não são compatíveis, ora porque estamos cheios de trabalho ou mesmo porque estamos cansados e queremos é mesmo ir dormir!
Apesar de não ser nenhuma novidade, certo é que só quando não podemos estar juntos (é a diferença entre o "não quero", o "não posso" e o não ser espacialmente e fisicamente possível) é que sentimos falta do nosso companheiro. Lembro-me que o Miguel disse-me exactamento o mesmo quando no mês passado estive em Espanha. Obviamente que nos outros dias também me lembro do Miguel... mas quando estou no meio do dia de trabalho não penso nele o tempo todo.... Vou pensando!
No entanto, o dia de hoje foi especialmente complicado de passar e de gerir (todos me perguntavam o que tinha...), isto porque, desde que acordei começei logo a pensar no dia-a-dia do Miguel:

7.30 - O Miguel está agora a sair de casa para ir para o aeroporto.
9.30 - Está a apanhar o avião para Madrid.
13.00 - Deve estar a almoçar no aeroporto de Madrid.
16.00 - Que será que ele está a fazer há tanto tempo no aeroporto... Deve estar a ler o guia da American Express...
16.04 - Ele postou. ;-)
18.00 - Está a apanhar o avião para Cuba.
20.00 - Dei por mim a fazer um desenho do mapa mundo com os fusos horários e a calcular a que horas chegaria o avião a Cuba!
00.45 - Telefonei para o Hotel para saber se por acaso já tinha chegado... (Mas ainda não!)
1.20 - Estou a escrever um post e contínuo a falar daquele miúdo.


Apesar dos muitos desentendimentos que tenho com o Miguel (Sim mori... às vezes és um chato e irritas-me!) e mesmo com alguns exemplos de relacionamentos menos felizes que nos rodeiam é nestas alturas que sei que amo o Miguel e que sinto que ficarei com ele o resto da minha vida!
Afinal, isto é como dizia a outra senhora: "É amor, é amor... caramba!"

P.S. - São 1.35... vou ligar para o Hotel outra vez... pode ser que já tenha chegado! :-)

segunda-feira, novembro 21, 2005

Madrid - A Espera...

Tempos infinitos de espera no aeroporto...
A fome aperta...
Ainda me restam dez horas de viagem à frente...
Daqui para a frente estou incontactável.

Um beijo ao meu gajo!

domingo, novembro 20, 2005

Nunca digas adeus...

Agora é que é desta. Estou de partida.
As boas notícias são que as temperaturas em Cuba estão muito agradáveis e o GAMMA parece ser apenas uma tempestade passageira que entretanto se dirige para a Jamaica.



Vou ficar incontactável por uma semana. Mas conto com o Bruno para pôr ordem cá em casa. Já morro de saudades!!!

Abreijos

Música da Semana

José Afonso
O Homem Voltou - Coro dos Tribunais


O homem voltou ao solar do amigo
O homem queimou um cigarro na testa
O homem voltou calculando o destino
Andou mais um passo e não viu
Matava ele o tempo numa outra azinhaga
E a voz era fraca ninguém o ouvia
A larva estendia e o sol abrasava
A marcha do tempo parou
Havia uma vala na rua comprida
E a porta travava ninguém o espera
O homem cavava uma cova na vida
Ali nem o céu se calou
Trazia uma ruga na cara comprida
Não vinha pra nada não vinha por nada?
E a rua era larga e a rua era fria
Andou mais um passo e tombou
Havia uma hora que havia uma vida
Que o homem andava que o homem corria
E a porta travava e um tiro partia
A marcha do tempo parou
O homem voltou ao solar do amigo
E a casa era escura e a porta batia
O homem queimou um cigarro na testa
Andou mais um passo e tombou
Na volta era a noite
Chupava-se a vida
Que há tempo e medida
Chupava-se a vida
O homem precisa é dum'outra cantiga
Agora que o frio voltou

sexta-feira, novembro 18, 2005

Hasta la vista, babies...



Estou de malas aviadas para as Caraíbas.
Vou fazer uma visitinha ao tio Fidel e já volto...

Portem-se bem.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Joke of the Day

The first "Portuguese joke" in English!
(A primeira piada de Portugues em Ingles!)

Three men, an Italian, a French and a Portuguese went for a job
interview in England. Before the interview, they were told that they must compose a sentence, in English, with three main words: "GREEN", "PINK", and "YELLOW".

The Italian was the first:
- I wake up in the morning, I see the YELLOW sun, I see the GREEN
grass, and I think to myself: I hope it will be a PINK day.

The French was the next:
- I wake up in the morning, I eat a YELLOW banana, a GREEN pepper and in
the evening I watch the PINK Panther Show on TV.

Last one was the Portuguese:
- I wake up in the morning, I hear the phone GREEN... GREEN... GREEN..., I PINK up the phone and I say YELLOW!!!

segunda-feira, novembro 14, 2005

Música da Semana

Nina Simone
Sinnerman


Oh Sinnerman, where you gonna run to?
Sinnerman, where you gonna run to?
Where you gonna run to?
All on that day

Well I run to the rock, "please hide me"
I run to the rock,"please hide me"
I run to the rock, "please hide me, Lord"
All on that day

But the rock cried out, "I can't hide you"
The rock cried out, "I can't hide you"
The rock cried out, "I ain't gonna hide you guy"
All on that day

I said, "Rock, what's a matter with you rock?"
"Don't you see I need you, rock?"
Lord, Lord, Lord
All on that day

So I run to the river, it was bleedin'
I run to the sea, it was bleedin'
I run to the sea, it was bleedin'
All on that day

So I run to the river, it was boilin'
I run to the sea, it was boilin'
I run to the sea, it was boilin'
All on that day

So I run to the Lord, "please hide me Lord"
"Don't you see me prayin'?"
"Don't you see me down here prayin'?"

But the Lord said, "go to the devil"
The Lord said, "go to the devil"
He said, "go to the devil"
All on that day

So I ran to the devil, he was waitin'
I ran to the devil, he was waitin'
Ran to the devil, he was waitin'
All on that day

I cried:
POWER!!!!!!!
Bring down
POWER!!!!!!!
Power, Power, Lord

Oh yeah, Woh yeah, Woh yeah

Well I run to the river, it was boilin'
I run to the sea, it was boilin'
I run to the sea, it was boilin'
All on that day

So I ran to the Lord
I said, "Lord hide me, please hide me"
"please help me"
All on that day

He said, "child, where were you
when you oughta been prayin'?"
I said,"Lord, Lord, hear me prayin'"
Lord, Lord, hear me prayin'
Lord, Lord, hear me prayin'"
All on that day

Sinnerman you oughta be prayin'
Oughta be prayin', Sinnerman
Oughta be prayin',
All on that day

I cried :
POWER!!!!!!!
Bring down
POWER!!!!!!!
Power, Power, Lord

Don't you know I need you Lord
Don't you know that I need you
Don't you know that I need you

Power, Lord!
Ontem

Novos horizontes
Válido durante várias semanas : Neste período, você deve procurar ampliar seus horizontes de todas as maneiras: estudando, vivendo experiências novas e desconhecidas, viajando ou conhecendo pessoas totalmente diferentes. Mesmo o mais trivial encontro deve ser visto como uma experiência positiva de aprendizagem. Pode-se atingir o mesmo objetivo fazendo coisas que fogem à rotina do dia-a-dia. Esta não é hora para se refugiar em casa, a menos que seja para ler ou estudar, como já se disse. Se não se interessar por nenhuma atividade mental nova, admita que continua ansioso para chegar a uma nova forma de compreensão do mundo. Satisfaça essa necessidade saindo de seu repertório habitual e vá explorar o mundo lá fora. Se puder, viaje agora para lugares onde possa aprender coisas novas. Não viaje simplesmente para divertir-se.

Hoje

Calor humano e afeto
Influência fraca e transitória: É uma pena que esse trânsito seja tão curto, haja vista que ele produz um agradável bem-estar. Esta noite você hoje se sentirá bem e amigável entre as pessoas e predisposto a oferecer apoio emocional e físico a quem esteja precisando. Você receberá das pessoas exatamente aquilo que estará oferecendo, isto é, calor humano e afeto. Basicamente estará atraindo pessoas felizes e positivas com as quais passará bons momentos. Isso não é resultado de um ponto de vista irreal que não reconhece os problemas e dores da humanidade, e sim o produto de um desejo verdadeiro de pertencer e compreender os outros. De um modo muito claro você está percebendo que ajudando aos outros ajuda-se a si mesmo. Em outra dimensão, esse trânsito dirige sua atenção para o bem-estar em geral.

Nestas coisas da astrologia, cada um dá a importância que quer às coisas. A bold, coisas que acertaram na mouche.

via Astrodienst

domingo, novembro 13, 2005

O Conto de Fadas Mais Pequeno de Sempre

Era uma vez...

Um rapaz que pediu a uma rapariga:
- Casas comigo?

A rapariga disse:
- NÃO!

E o rapaz viveu feliz para sempre: foi à pesca, à caça, ao futebol, andou de moto aos fins semana, fez ski no Inverno, saiu à noite com os amigos e bebeu cerveja sempre que quis.

FIM

P.S. - Confesso que a história podia ter ficado mais interessante! Mas enfim os "fairy tales" nem sempre são como queremos.

sábado, novembro 12, 2005

Precisa-se de matéria prima para construir um País

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!

Eduardo Prado Coelho - Público

sexta-feira, novembro 11, 2005

A montanha pariu um guincho...



No outro dia tive a agradável surpresa de ver o trailer deste filme no cinema. Afinal parece que vai passar no nosso circuito comercial.

Irritou-me foi a gaja sentada ao meu lado. Sempre que se insinuava qualquer tipo de contacto físico entre os dois protagonistas ou o seu relacionamento amoroso, ela emitia um pequeno guincho - aliás, como o fez durante quase duas horas, como se tivesse em casa.

Apeteceu-me confrontá-la e perguntar-lhe: "Olhe, por acaso tem algum cãozinho dentro dessa mala? É que ouvi uns guinchos e fiquei preocupado..."

quarta-feira, novembro 09, 2005

A importância de ser Totó

Na tentativa de tentar compreender a gestão de alguns dos serviços públicos portugueses e de identificar o tipo de gestão e de liderança que o meu chefe TENTA implementar no trabalho tomei uma decisão...vou comprar este livro!

A confiar nas críticas, esta "bíblia" explica aos mais totós, os fundamentos básicos da gestão de pessoas, projectos e equipas com muito humor e de forma simples e prática.

Espero que estes sejam 19,71 euros bem empregues... pelo menos para a minha paciência e sanidade mental!

Aqui fica o índice do livro para o caso de mais alguém estar a precisar:

Cap. 1 - Voce é gestor? E agora.
Cap. 2 - Delegar ou como produzir mais sem trabalhar mais.
Cap. 3 - Mandar, obedecer ou sair do caminho.
Cap. 4 - Contratação uma decisão crucial.
Cap. 5 - Incentivar os funcionários a melhorarem o desempenho.
Cap. 6 - Na dúvida treine.
Cap. 7 - Simplificar a definição de objectivos.
Cap. 8 - Medir e monitorizar o desempenho dos indivíduos e dos projectos.
Cap. 9 - A arte das avaliações de desempenho.
Cap.10 - Fazer passar a sua mensagem.
Cap.11 - As equipas.
Cap.12 - Gerir funcionários virtuais.
Cap.13 - A ética e a política da empresa.
Cap.14 - Gerir a mudança na função.
Cap.15 - Disciplina: encontrar a fórmula certa.
Cap.16 - Tarde e a más horas: rescindir contratos com funcionários.
Cap.17 - A autogestão: como cuidar do nº 1.

terça-feira, novembro 08, 2005

Música da Semana

Nirvana - Unplugged in New York
The Man Who Sold The World

We passed upon the stairs,
We spoke of was and when
Although I wasn't there
He said I was his friend
Which came as a surprise
I spoke into his eyes - I thought you died alone
A long long time ago
Oh no, not me,
We never lost control,
You're face to face,
With the man who sold the world
I laughed and shook his hand,
I made my way back home,
I searched for form and land,
Years and years I roamed,
I gazed a gazely stare,
We walked a million hills - I must have died alone,
A long long time ago.
Who knows, not me,
I never lost control,
You're face, to face,
With the man who sold the world.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Teste de Personalidade...

Já há algum tempo que circula pela blogoesfera um teste de personalidade.
Resolvi fazê-lo para melhor conhecer-me a mim próprio e fiquei surpreso com os resultados... É que... afinal, até parece que me conheço razoavelmente bem!

Aí estão os resultados (valendo o que valem...)


sexta-feira, novembro 04, 2005

Colisão techno-lógica


Quando vi na televisão a notícia da nomeação desta senhora para prestar assessoria na manutenção dos conteúdos da página oficial do Ministério da Justiça, fiquei tão espantado que nem consegui fixar em que Diário da República tinha sido publicado.
Após várias pesquisas avulsas na versão electrónica do D.R.e na imprensa escrita do dia não encontrei nenhuma referência e fiquei com pena, já que não queria perder a oportunidade de contribuir para a manutenção dos conteúdos deste blog (ainda por cima de forma gratuita!).
Felizmente ontem encontrei, via Foi um prazer, a imgem do D.R. que aqui se apresenta e onde a Lic.ª Susana Dutra é nomeada para o cargo acima referido pelo período de 1 ano, renovado tácita e automaticamente por iguais períodos de tempo, com uma remuneração mensal de 3254 euros, acrescido de subsídio de refeição.

Como é possível que uma única pessoa tenha esta remuneração mensal apenas para assessorar a manutenção de conteúdos?! Isto porque não deve ser esta senhora que vai fazer o upload de ficheiros, compactar imagens ou optimizar a utilização da largura de banda. Tanto quanto sei de cargos de assessoria ministerial (e já sei alguma coisita) é basicamente opiniar, com maior ou menos grau de fundamentação, sobre assuntos da área de especialização (não estando aqui em causa a qualidade e/ou a responsabilidade de tal função). Situação que não se afigura num caso de assessoria da manutenção dos conteúdos de um web site. Este deve ser mais um caso em que o "choque tecnológico" se converteu numa "colisão de techno-lógica".

Como prova de uma aparentemente excelente capacidade de trabalho proponho uma visita ao site do Ministério da Justiça.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Conheçam a Efémera

Não, não é um documentário sobre o insecto...

É o anúncio da nova campanha da Vodafone (now) - o anúncio da Efémera - no qual estou estou totalmente, completamente e inexplicavelmente viciado.

Ando apanhado pelo anúncio, ou seja, pelo videoclip, pela música dos K-os (The Love Song) e pela Efémera (o bicho - effimere chiara).

A música é muito boa, a melodia é lindíssima, a Efémera é fantástica e a mensagem do anúncio é muito bem esgalhada.

Estou viciado!

- Acho que vou mudar para a Vodafone... eheheheh

quarta-feira, novembro 02, 2005

XVI FIBDA


Até ao dia 6 de Novembro ainda podem visitar a 16ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, este ano dedicada à temática do Sonho na BD.
Exposições patentes na estação de metro da falagueira (núcleo central), Galeria Municipal Artur Bual, Casa Roque Gameiro, Recreios da Amadora e CNBDI.

Mais informações aqui.

Porque será?!?!


Portugal ocupa a primeira posição em termos percentuais entre os países europeus que mais são afectados pela saída de quadros técnicos para o estrangeiro.

Segundo um estudo do Banco Mundial, divulgado segunda-feira, quase 20% dos portugueses com o ensino superior vivem no estrangeiro. O estudo do Banco Mundial que analisa o fenómeno conhecido como "fuga de cérebros" ("brain drain") situa Portugal no 21º lugar na tabela global de países exportadores de licenciados com mais de cinco milhões de habitantes. O Haiti lidera essa lista 83,6% dos seus quadros técnicos a viver no estrangeiro.

O documento aborda a emigração de cidadãos com educação superior, algo que os especialistas consideram ser um entrave ao desenvolvimento dos países mais pobres.

No caso de Portugal, o estudo do Banco Mundial afirma que no ano 2000, 19,5% dos portugueses com cursos universitários ou técnicos viviam no estrangeiro, incluindo outros países europeus.

Estes números colocam o nosso país entre a República Dominicana (21,6%) e o Malawi (18,7%) na lista global de países com mais de cinco milhões de habitantes que mais quadros superiores tem a viver no estrangeiro.

Alguns economistas afirmam, no entanto, que as estatísticas fornecidas pelo Banco Mundial não correspondem à realidade porque incluem emigrantes que chegaram aos países de acolhimento ainda crianças ou que terminaram os seus estudos nesses países e não nos países de origem.

Via: JornalismoPortoNet

terça-feira, novembro 01, 2005

Poème Sur le Desastre de Lisbonne

O malheureux mortels! ô terre déplorable!
O de tous les mortels assemblage effroyable!
D'inutiles douleurs éternel entretien!
Philosophes trompés qui criez: "Tout est bien"
Accourez, contemplez ces ruines affreuses
Ces débris, ces lambeaux, ces cendres malheureuses,
Ces femmes, ces enfants l'un sur l'autre entassés,
Sous ces marbres rompus ces membres dispersés;
Cent mille infortunés que la terre dévore,
Qui, sanglants, déchirés, et palpitants encore,
Enterrés sous leurs toits, terminent sans secours
Dans l'horreur des tourments leurs lamentables jours!
Aux cris demi-formés de leurs voix expirantes,
Au spectacle effrayant de leurs cendres fumantes,
Direz-vous: "C'est l'effet des éternelles lois
Qui d'un Dieu libre et bon nécessitent le choix"?
Direz-vous, en voyant cet amas de victimes:
"Dieu s'est vengé, leur mort est le prix de leurs crimes"?
Quel crime, quelle faute ont commis ces enfants
Sur le sein maternel écrasés et sanglants?
Lisbonne, qui n'est plus, eut-elle plus de vices
Que Londres, que Paris, plongés dans les délices?
Lisbonne est abîmée, et l'on danse à Paris.
Tranquilles spectateurs, intrépides esprits,
De vos frères mourants contemplant les naufrages,
Vous recherchez en paix les causes des orages:
Mais du sort ennemi quand vous sentez les coups,
Devenus plus humains, vous pleurez comme nous.
Croyez-moi, quand la terre entrouvre ses abîmes
Ma plainte est innocente et mes cris légitimes
Partout environnés des cruautés du sort,
Des fureurs des méchants, des pièges de la mort
De tous les éléments éprouvant les atteintes,
Compagnons de nos maux, permettez-nous les plaintes.
C'est l'orgueil, dites-vous, l'orgueil séditieux,
Qui prétend qu'étant mal, nous pouvions être mieux.
Allez interroger les rivages du Tage;
Fouillez dans les débris de ce sanglant ravage;
Demandez aux mourants, dans ce séjour d'effroi
Si c'est l'orgueil qui crie "O ciel, secourez-moi!
O ciel, ayez pitié de l'humaine misère!"

"Tout est bien, dites-vous, et tout est nécessaire."
Quoi! l'univers entier, sans ce gouffre infernal
Sans engloutir Lisbonne, eût-il été plus mal?
Etes-vous assurés que la cause éternelle
Qui fait tout, qui sait tout, qui créa tout pour elle,
Ne pouvait nous jeter dans ces tristes climats
Sans former des volcans allumés sous nos pas?
Borneriez-vous ainsi la suprême puissance?
Lui défendriez-vous d'exercer sa clémence?
L'éternel artisan n'a-t-il pas dans ses mains
Des moyens infinis tout prêts pour ses desseins?
Je désire humblement, sans offenser mon maître,
Que ce gouffre enflammé de soufre et de salpêtre
Eût allumé ses feux dans le fond des déserts.
Je respecte mon Dieu, mais j'aime l'univers.
Quand l'homme ose gémir d'un fléau si terrible
Il n'est point orgueilleux, hélas! Il est sensible.

Les tristes habitants de ces bords désolés
Dans l'horreur des tourments seraient-ils consolés
Si quelqu'un leur disait: "Tombez, mourez tranquilles;
Pour le bonheur du monde on détruit vos asiles.
D'autres mains vont bâtir vos palais embrasés
D'autres peuples naîtront dans vos murs écrasés;
Le Nord va s'enrichir de vos pertes fatales
Tous vos maux sont un bien dans les lois générales
Dieu vous voit du même oeil que les vils vermisseaux
Dont vous serez la proie au fond de vos tombeaux"?
A des infortunés quel horrible langage!
Cruels, à mes douleurs n'ajoutez point l'outrage.

Non, ne présentez plus à mon coeur agité
Ces immuables lois de la nécessité
Cette chaîne des corps, des esprits, et des mondes.
O rêves des savants! ô chimères profondes!
Dieu tient en main la chaîne, et n'est point enchaîné
Par son choix bienfaisant tout est déterminé:
Il est libre, il est juste, il n'est point implacable.
Pourquoi donc souffrons-nous sous un maître équitable?
Voilà le noeud fatal qu'il fallait délier.
Guérirez-vous nos maux en osant les nier?
Tous les peuples, tremblant sous une main divine
Du mal que vous niez ont cherché l'origine.
Si l'éternelle loi qui meut les éléments
Fait tomber les rochers sous les efforts des vents
Si les chênes touffus par la foudre s'embrasent,
Ils ne ressentent point des coups qui les écrasent:
Mais je vis, mais je sens, mais mon coeur opprimé
Demande des secours au Dieu qui l'a formé.

Enfants du Tout-Puissant, mais nés dans la misère,
Nous étendons les mains vers notre commun père.
Le vase, on le sait bien, ne dit point au potier:
"Pourquoi suis-je si vil, si faible et si grossier?"
Il n'a point la parole, il n'a point la pensée;
Cette urne en se formant qui tombe fracassée
De la main du potier ne reçut point un coeur
Qui désirât les biens et sentît son malheur
"Ce malheur, dites-vous, est le bien d'un autre être."
De mon corps tout sanglant mille insectes vont naître;
Quand la mort met le comble aux maux que j'ai soufferts
Le beau soulagement d'être mangé des vers!
Tristes calculateurs des misères humaines
Ne me consolez point, vous aigrissez mes peines
Et je ne vois en vous que l'effort impuissant
D'un fier infortuné qui feint d'être content.

Je ne suis du grand tout qu'une faible partie:
Oui; mais les animaux condamnés à la vie,
Tous les êtres sentants, nés sous la même loi,
Vivent dans la douleur, et meurent comme moi.

Le vautour acharné sur sa timide proie
De ses membres sanglants se repaît avec joie;
Tout semble bien pour lui, mais bientôt à son tour
Un aigle au bec tranchant dévore le vautour;
L'homme d'un plomb mortel atteint cette aigle altière:
Et l'homme aux champs de Mars couché sur la poussière,
Sanglant, percé de coups, sur un tas de mourants,
Sert d'aliment affreux aux oiseaux dévorants.
Ainsi du monde entier tous les membres gémissent;
Nés tous pour les tourments, l'un par l'autre ils périssent:
Et vous composerez dans ce chaos fatal
Des malheurs de chaque être un bonheur général!
Quel bonheur! ô mortel et faible et misérable.
Vous criez: "Tout est bien" d'une voix lamentable,
L'univers vous dément, et votre propre coeur
Cent fois de votre esprit a réfuté l'erreur.

Eléments, animaux, humains, tout est en guerre.
Il le faut avouer, le mal est sur la terre:
Son principe secret ne nous est point connu.
De l'auteur de tout bien le mal est-il venu?
Est-ce le noir Typhon, le barbare Arimane,
Dont la loi tyrannique à souffrir nous condamne?
Mon esprit n'admet point ces monstres odieux
Dont le monde en tremblant fit autrefois des dieux.

Mais comment concevoir un Dieu, la bonté même,
Qui prodigua ses biens à ses enfants qu'il aime,
Et qui versa sur eux les maux à pleines mains?
Quel oeil peut pénétrer dans ses profonds desseins?
De l'Etre tout parfait le mal ne pouvait naître;
Il ne vient point d'autrui, puisque Dieu seul est maître:
Il existe pourtant. O tristes vérités!
O mélange étonnant de contrariétés!
Un Dieu vint consoler notre race affligée;
Il visita la terre et ne l'a point changée!
Un sophiste arrogant nous dit qu'il ne l'a pu;
"Il le pouvait, dit l'autre, et ne l'a point voulu:
Il le voudra, sans doute"; et tandis qu'on raisonne,
Des foudres souterrains engloutissent Lisbonne,
Et de trente cités dispersent les débris,
Des bords sanglants du Tage à la mer de Cadix.

Ou l'homme est né coupable, et Dieu punit sa race,
Ou ce maître absolu de l'être et de l'espace,
Sans courroux, sans pitié, tranquille, indifférent,
De ses premiers décrets suit l'éternel torrent;
Ou la matière informe à son maître rebelle,
Porte en soi des défauts nécessaires comme elle;
Ou bien Dieu nous éprouve, et ce séjour mortel
N'est qu'un passage étroit vers un monde éternel.
Nous essuyons ici des douleurs passagères:
Le trépas est un bien qui finit nos misères.
Mais quand nous sortirons de ce passage affreux,
Qui de nous prétendra mériter d'être heureux?

Quelque parti qu'on prenne, on doit frémir, sans doute
Il n'est rien qu'on connaisse, et rien qu'on ne redoute.
La nature est muette, on l'interroge en vain;
On a besoin d'un Dieu qui parle au genre humain.
Il n'appartient qu'à lui d'expliquer son ouvrage,
De consoler le faible, et d'éclairer le sage.
L'homme, au doute, à l'erreur, abandonné sans lui,
Cherche en vain des roseaux qui lui servent d'appui.
Leibnitz ne m'apprend point par quels noeuds invisibles,
Dans le mieux ordonné des univers possibles,
Un désordre éternel, un chaos de malheurs,
Mêle à nos vains plaisirs de réelles douleurs,
Ni pourquoi l'innocent, ainsi que le coupable
Subit également ce mal inévitable.
Je ne conçois pas plus comment tout serait bien:
Je suis comme un docteur, hélas! je ne sais rien.

Platon dit qu'autrefois l'homme avait eu des ailes,
Un corps impénétrable aux atteintes mortelles;
La douleur, le trépas, n'approchaient point de lui.
De cet état brillant qu'il diffère aujourd'hui!
Il rampe, il souffre, il meurt; tout ce qui naît expire;
De la destruction la nature est l'empire.
Un faible composé de nerfs et d'ossements
Ne peut être insensible au choc des éléments;
Ce mélange de sang, de liqueurs, et de poudre,
Puisqu'il fut assemblé, fut fait pour se dissoudre;
Et le sentiment prompt de ces nerfs délicats
Fut soumis aux douleurs, ministres du trépas:
C'est là ce que m'apprend la voix de la nature.
J'abandonne Platon, je rejette Epicure.
Bayle en sait plus qu'eux tous; je vais le consulter:
La balance à la main, Bayle enseigne à douter,
Assez sage, assez grand pour être sans système,
Il les a tous détruits, et se combat lui-même:
Semblable à cet aveugle en butte aux Philistins
Qui tomba sous les murs abattus par ses mains.

Que peut donc de l'esprit la plus vaste étendue?
Rien; le livre du sort se ferme à notre vue.
L'homme, étranger à soi, de l'homme est ignoré.
Que suis-je, où suis-je, où vais-je, et d'où suis-je tiré?
Atomes tourmentés sur cet amas de boue
Que la mort engloutit et dont le sort se joue,
Mais atomes pensants, atomes dont les yeux,
Guidés par la pensée, ont mesuré les cieux;
Au sein de l'infini nous élançons notre être,
Sans pouvoir un moment nous voir et nous connaître.
Ce monde, ce théâtre et d'orgueil et d'erreur,
Est plein d'infortunés qui parlent de bonheur.
Tout se plaint, tout gémit en cherchant le bien-être:
Nul ne voudrait mourir, nul ne voudrait renaître.
Quelquefois, dans nos jours consacrés aux douleurs,
Par la main du plaisir nous essuyons nos pleurs;
Mais le plaisir s'envole, et passe comme une ombre;
Nos chagrins, nos regrets, nos pertes, sont sans nombre.
Le passé n'est pour nous qu'un triste souvenir;
Le présent est affreux, s'il n'est point d'avenir,
Si la nuit du tombeau détruit l'être qui pense.
Un jour tout sera bien, voilà notre espérance;
Tout est bien aujourd'hui, voilà l'illusion.
Les sages me trompaient, et Dieu seul a raison.
Humble dans mes soupirs, soumis dans ma souffrance,
Je ne m'élève point contre la Providence.
Sur un ton moins lugubre on me vit autrefois
Chanter des doux plaisirs les séduisantes lois:
D'autres temps, d'autres moeurs: instruit par la vieillesse,
Des humains égarés partageant la faiblesse
Dans une épaisse nuit cherchant à m'éclairer,
Je ne sais que souffrir, et non pas murmurer.

Un calife autrefois, à son heure dernière,
Au Dieu qu'il adorait dit pour toute prière:
"Je t'apporte, ô seul roi, seul être illimité,
Tout ce que tu n'as pas dans ton immensité,
Les défauts, les regrets, les maux et l'ignorance."
Mais il pouvait encore ajouter l'espérance.

Voltaire (1756)

domingo, outubro 30, 2005

Música da Semana

Vacations in Europe
Sensational sense
We made the most of
Your inheritence

Come you son of a gun
How can it be done
We're still on the run

Ten men all rolled into one (ten men, in one)
Ten men in a prodigal son
Ten men all rolled into one (ten men, in one)
Ten men in a prodigal son
Ten men transcend

We're sitting pretty
Admiring the view
Indulging in pleasures
You can't take with you

Yes i am obsessed
I must confess
Oh i need a rest

Ten men all rolled into one (ten men, in one)
Ten men in a prodigal son
Ten men all rolled into one (ten men, in one)
Ten men in a prodigal son
Ten men transcend

Life's too short this time
Life's too short this time
Life's too short this time
Life's too short this time

I need experience, like a teenager
All this exuberence, let's grow up later

I need,
Like a teenager
All this,
Lets grow up later

Estamos na penúria



Por essa razão decidimos incluir publicidade neste novo template. Talvez para o ano tenhamos conseguido arranjar um bom patrocínio para a longa viagem que tanto ansiamos.

Quem quiser contribuir, já sabe, basta clicar nos links google do lado direito. A gerência agradece.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Homem Estereograma



I have no idea how this works, I have never been that good at these optical pictures! But the friend who sent me this said if you stare at it long enough, you should be able to see the ocean...
Enviado por um amigo que está longe!

segunda-feira, outubro 24, 2005

Hoje reencontrei este excerto do MST e lembrei-me do meu avô que faleceu fez recentemente 1 ano. Para ti avô um grande beijo!

"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
(Miguel Sousa Tavares a propósito da morte da mãe - Sophia de Mello-Breyner)

sábado, outubro 22, 2005

Direito ao contraditório

A propósito deste post, o Venus as a Boy, d' O Ano da Orquídea, chamou-nos a atenção para a falsidade do mesmo. Não lemos o desmentido no Público de ontem, mas fazendo fé nas palavras do Venus, poderão ler o direito ao contraditório nos comentários do post referido.

Obrigado Venus.

Música da Semana

This is a man's world
This is a man's world
But it would be nothing
Nothing without a woman or a girl

You see, man made the cars
To take us over the road
Man made the train
To carry the heavy load
Man made the electric lights
To take us out of the dark
Man made the boat for the water
Like Noah made the ark

This is a man's man's, man's world
But it would be nothing
Nothing without a woman or a girl

Man thinks of little baby girls
And the baby boys
Man make them happy
'Cause man makes them toys
And after man make everything, everything he can
You know that man makes money to buy from other man

This is a man's world
But it would be nothing, nothing
Not one little thing
Without a woman or a girl

He's lost in the wilderness
He's lost in the bitterness
He's lost, lost ...

Versão 3.0.1, segue dentro de momentos...

Ainda há algumas arestas para limar no nosso novo layout. A seu tempo tudo se resolverá!

Finalmente arranjei coragem para pôr todos os nossos links num sistema de Blogrolling. No futuro será, certamente, muito mais fácil de fazermos a gestão dos nossos links.

E por falar em links, há muito que desejávamos incluir novos blogs, e fazer uma limpeza de links em baixo. Esta última parte, pelo menos já foi revista. Os novos blogs (ou nem tanto), estão numa lista, a aguardar por melhores dias, e que estes problemas fiquem resolvidos. Para que não se estranhe, há alguns links como o Fishkid, o Storm-Chaser, os Puta Madre e o Single White Male, que por uma questão de opção transitaram todos para um único link, a saber: Deslizo.Net e onde poderão ser encontrados mais alguns de boa leitura.

No entanto, dei com os seguintes problemas, que não consigo resolver de imediato no Rolling:

- Como é que posso resolver o problema dos caracteres acentuados que se comportam como se fossem caracteres cirílicos, ou qualquer coisa que o valha!?

- Qual é a sintaxe para se pôr uma pequena imagem para os updates, antes do texto?

Alguém por aí tem a fórmula da pólvora?


PS: Problemas resolvidos!

sexta-feira, outubro 21, 2005

H2omens - Versão 3.0

Mudámos definitivamente de estação. Finalmente, cai água do céu. Nestes últimos meses - muitos, por sinal - quer eu, quer o Bruno, andámos absortos com trabalho. O pouco tempo livre que tínhamos disponível, procurámos preenchê-lo com o descanso e a partilhar cada momento disponível para estarmos juntos.

Naturalmente, o blog ressentiu-se. Por cansaço ou por falta de dedicação as postas gradualmente começaram a diminuir e tornaram-se desinteressantes.

Quem disse que blogar é fácil?
O que fazer quando não há assunto ou inspiração? O que fazer com as ideias que temos? Como aquelas que surgem quando estamos a conduzir o carro de volta para casa, quando falamos com um amigo, quando lemos o que os outros dizem... Quantas vezes não dissémos entre nós - "Olha que belo assunto para um post...". Certo é, que muitas dessas ideias nunca viram a luz do dia.

Outras vezes, não temos assunto. Ou quando temos já outros falaram sobre isso, e muito melhor que nós. Aliás, os outros, esses desconhecidos - ou nem tanto - que nos lêem, foram em muitas ocasiões a força para não desistirmos deste blog.

Mas o H2omens também é isso. É o dar a conhecer-nos, neste frágil equílibrio entre o que é público e o que é privado, mas é também, por vezes o estar em silêncio.

Chegou a hora de romper com esse silêncio. E nada melhor, que uma nova roupagem para buscar alguma inspiração. Como já devem ter reparado a esta altura, mudámos de estação. Dissémos adeus às nuvens e recebemos a água, a fonte de inspiração do título deste blog.

Do céu já cai a chuva. E com ela uma nova estação.
Afinal, tudo se transforma...

quarta-feira, outubro 19, 2005

Um crime na Ota (por Miguel Sousa Tavares)


Uma história de 2 aeroportos:

Áreas:
Aeroporto de Málaga - 320 hectares,
Aeroporto de Lisboa - 520 hectares.

Pistas:
Aeroporto de Málaga - 1 pista,
Aeroporto de Lisboa - 2 pistas.

Tráfego (2004):
Aeroporto de Málaga - 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8%ao ano.
Aeroporto de Lisboa - 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% >ao ano.

Soluções para o aumento de capacidade:
Aeroporto de Málaga - 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
Aeroporto de Lisboa - 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade.

É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espírito.
Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos. Ninguém investiga isto?

É preciso fazer alguma coisa.
Pelo menos divulguem!


Chegou via e-mail e nós divulgamos...

sábado, outubro 15, 2005

quarta-feira, outubro 12, 2005

Frases Soltas

Mãos no teclado que procuram palavras...
As mais belas, porque as mereces...
Mas saem-me brutas, porque é deste barro que sou feito.

Dói-me a alma...
De uma dor que não vês nem podes sentir...
Porque estás muito perto... e ao mesmo tempo tão longe.

Ter-te é uma miragem...
É um sono bom...
Mas agonizam-me os longos acordares.

Se estou triste, é porque aguento...
É porque alimento um sonho...

Quando um dia, tu fores meu...
E eu for teu...
Perceberás porque um dia me senti assim.

terça-feira, outubro 04, 2005

Going Bananas...

Sempre que se fala na suposta depressão nacional, vem-me à mente a frase:

"Ask not what your country can do for you, ask what you can do for your country."
J. F. Kennedy

Como se tudo fosse assim tão simples nesta república banana ...

Des(a)tinos...

Após um árduo mês de trabalho, estou finalmente de volta. Desta vez, com direito a uns dias de férias até domingo. Infelizmente vou ter férias só para mim, já que não vou ter a possibilidade de pegar no meu gajo e desaparecer para parte incerta.

Destinos da vida, regressava eu de León, e no mesmo dia, o Bruno estava de partida para terras castelhanas, ambos em trabalho. Algures no meio do caminho devemo-nos ter cruzado sem termos dado por isso...

Mais uma semana que fico sem o ver... Mais uma semana com o coração apertado, em pulgas para o tornar a ver. Repito para mim mesmo... "são só mais uns dias", mas os dias parecem-me maiores e maiores...

Este blog também sofrido as consequências do nosso "afastamento", seja ele motivado pelo excesso de trabalho, ou pura e simplesmente por cansaço, aliás situação essa que já vem desde o final de Junho (com uma pausa para férias de poucos dias pelo meio).

Esperamos não desanimar e vamos procurar manter este blog vivo. Assim o queremos! Embora não se trate de uma imposição para nós, este blog, é já desde há algum tempo o nosso cantinho, a nossa casa virtual. Sabemos também que, como tudo nesta vida, se não receber um pouco de mimo, as coisas ressentem-se e acabam por morrer. Esperamos que tal não aconteça.

Embora não sendo uma obrigação para nós, este elo que nos vai ligando aos bloggers e aos nossos leitores, fazem-nos sentir que, de certa forma, podemos estar a desiludir alguns dos que nos liam diariamente. A esses, as nossas desculpas. Embora saibamos que há vida para além dos blogs, também nós já sentimos quando um companheiro de bloguice desaparece* sem deixar rasto...

Deixo também as nossas desculpas aos membros do Queer Kard Club, que já não nos põem a vista em cima há muitos meses!!! Esperamos compensar tudo isso no futuro...

Dias melhores virão, com toda a certeza!!!
*[link posteriormente acrescentado, que comprova o dito atrás]

domingo, outubro 02, 2005

Olé!

Durante a próxima semana o H2omens irá estar ainda mais parado do que já é habitual.
Por motivos profissionais irei estar toda a semana em "tierras di espianhia", pelo que não me será possível postar qualquer coisa.
Regresso no próximo dia 9 de Outubro mesmo a tempo de exercer o meu dever cívico.
Até lá... fiquem bem!

terça-feira, setembro 27, 2005

Aviso à navegação...

Ainda estou vivo, mas fechado para balanço e recuperação!

 

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